Swell épico na Laje da Manitiba

A sexta-feira foi de tristeza para o futebol brasileiro. A seleção brasileira foi eliminada pela Bélgica nas quartas de final da Copa do Mundo em derrota por 2 a 1. Entretanto, em Saquarema (RJ) o dia foi épico para Carlos Burle, Lucas Chumbo Chianca, Alemão de Maresias, Marcos Monteiro e Gustavo Chumbão Chianca, o Chumbão.  Após quase dez anos de espera e tentativas, os big riders conseguiram finalmente um dia espetacular na Laje da Manitiba, no litoral norte do Rio de Janeiro, e um dos principais picos de ondas gigantes do país, mas que dificilmente se apresenta em condições perfeitas como a da última sexta-feira.

Com a ajuda de três jet-skis, os corajosos encararam ondas de 10 a 12 pés, com até cinco metros de altura, com direito a tubos alucinantes. Todos puderam aproveitar os tubos registrados pelo film maker Renan Vignoli.

“Viemos muito para tentar pegar essa laje. Mas uma condição dessas é rara. A última vez que vi foi há quase dez anos, em 2009. É impressionante. Ondas de dez pés, quatro metros de onda. Se tivesse mais esse tipo de onda no Brasil, iríamos evoluir ainda mais nossa condição nesse tipo de surfe. Batemos na trave por muito tempo, mas desta vez conseguimos. Quando vimos o tamanho da ondulação, falamos que não poderíamos perder. Muitas vezes recebemos uma previsão de ondas grandes e não acontece. E desta vez sim. Foi um storm muito especial mesmo”, disse Carlos Burle.

A empolgação foi tanta que o grupo não pensou duas vezes. O jogo do Brasil pela Copa do Mundo ficou em segundo plano. Devido a complexidade da operação, a Laje da Manitiba não possibilita a remada, então, o town in foi a solução. Com tudo armado, eles quiseram aproveitar o máximo possível.

A Laje da Manitiba é velha conhecida dos desbravadores de Saquarema. Neste começo de julho, a ressaca do mar, aliada a perfeitas condições de vento e ondulação, proporcionaram um swell impressionante e excelentes ondas. Para Burle, a Manitiba, apesar do fundo de pedra e não de areia ou corais, apresenta uma característica importante que a torna especial.

“Esse fundo de pedra não é uma onda tão perfeita como a formação com fundo de corais. Mas mesmo ela não sendo tão perfeita, é uma onda que quebra e te dá condições de ficar dentro do tubo e sair dele. É uma onda que é possível de performar” conta o surfista.

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