Tatiana é vice-campeã e time da Califórnia vence o Nissan Super Girl Surf Pro

As ondas subiram para 4-6 pés no domingo em Oceanside e as meninas deram um show para decidir os títulos do evento especial da World Surf LeagueNissan Super Girl Surf Pro, no Sul da Califórnia. No último dia, rolaram três fases de quatro confrontos entre as duplas e a da gaúcha Tatiana Weston-Webb com a havaiana Brianna Cope, terminou como vice-campeã. A definição da melhor dupla aconteceu na bateria que abriu a terceira fase, com Lakey Peterson e Caitlin SImmers superando Caroline Marks e Zoe Benedetto, para vestir as capas de Super Girl no alto do pódio. As campeãs ajudaram o time da Califórnia a vencer o do resto dos EUA na competição por equipes. Este título foi decidido na última bateria do domingo, quando Sage Erickson e Tia Blanco derrotaram a dupla da tetracampeã mundial Carissa Moore.

“Quando eu recebi o convite pra competir nesse evento, eu logo respondi que com certeza sim, porque quanto mais tempo competindo, melhor pra mim”, disse Tatiana Weston-Webb. “Eu queria muito fazer isso, porque esse ano foi bem difícil ficar sem competir. Esse evento foi bem especial, com este formato diferente. Foi bem legal de participar junto com a Brianna (Cope), me diverti muito e, nossa, colocar a lycra de novo foi superbom pra mim. Já estava esquecendo o quanto eu amo competir e vamo que vamo pro ano que vem”.

A dupla formada pela brasileira Tatiana Weston-Webb e a havaiana Brianna Cope, que moram na ilha Kauai, salvou a pátria do time dos EUA na primeira rodada de quatro baterias. Com a onda que surfou no último minuto, Tatiana pulou para o primeiro lugar e virou o placar para 21,19 a 19,96 pontos da dupla de Sage Erickson e Tia Blanco. O resultado das baterias somava as duas notas mais altas de cada surfista. Nas duas primeiras fases, cada vitória marcava 2 pontos para a equipe e para a dupla, mas a terceira e última foi decisiva por valer 4 pontos.

Na segunda fase, Tatiana também surfou bem, com seu ataque vertical de backside numa boa direita arrancando 8,83 dos juízes. Só que Lakey Peterson tinha destruído uma esquerda igualmente de backside para receber nota 9,00 e vencer a bateria por 15,97 pontos. A gaúcha ficou em segundo com 13,76 e sua parceira de dupla, Brianna Cope, em quarto com 10,54, atrás da jovem Caitlin Simmers com 11,83. Esse confronto apresentou a pontuação total mais alta da competição por duplas, 27,80 para Lakey e Caitlin, a 24,30 da brasileira.

DECISÃO DOS TÍTULOS – Na rodada inicial, a dupla de Tatiana e Brianna foi a única do time do resto dos EUA a ganhar, contra três vitórias da equipe da Califórnia. Com estes resultados, o placar ficou empatado em 11 a 11 pontos. Na segunda fase, o fato se repetiu, com apenas um triunfo dos EUA, de Zoe McDougall e Gabriela Bryan, sobre Alyssa Spencer e Samantha Sibley, com a equipe da Califórnia abrindo uma vantagem de 17 a 13 pontos. Mas, ficou tudo para ser decidido na última fase, quando cada vitória valia 4 pontos. 

Ela já começou definindo qual dupla seria campeã, da Caroline Marks com Zoe Benedetto que terminou o sábado em primeiro lugar, ou da Lakey Peterson com Caitlin Simmers. Nas disputas individuais do primeiro dia, Caroline Marks ganhou o título da chave das atletas do World Surf League Championship Tour, na final contra Tatiana Weston-Webb. E Caitlin Simmers venceu a decisão das surfistas do WSL Qualifying Series com Zoe Benedetto.

VITÓRIA E DERROTA – A tetracampeã mundial, Carissa Moore, não tinha vencido nenhuma bateria em Oceanside ainda e largou na frente, porém com duas notas baixas. Depois, foi ultrapassada por Sage com notas 7,23 e 4,50 e por Tia Blanco com 5,67 e 5,60. Faltando 10 minutos para o término, Carissa consegue um 5,93, só que sua parceira, a mais jovem do evento com apenas 13 anos, não ajudava e terminou com 4,40 pontos nas duas ondas. 

Quando restavam 3 minutos, Carissa enfim mostra seu surfe de campeã mundial numa esquerda com três manobras fortes, executadas com pressão e velocidade. Os juízes deram nota 9,63 e ela venceu a bateria por 15,56 pontos. Mas, não conseguiu evitar a derrota da sua dupla por 23,00 a 19,96 e a equipe da Califórnia se sagrou campeã por 25 a 21 pontos.

“Meu Deus, a Tia (Blanco) foi incrível sob pressão, fez uma onda muito boa tão perto de mim e fiquei muito feliz por ela conseguir garantir nossa vitória”, disse Sage Erickson, bicampeã no Super Girl Pro em 2012 e 2014. “A Carissa (Moore) não vinha conseguindo surfar bem nesse evento e sabíamos que ela gostaria de obter alguns high-scores (notas altas) na última bateria. Infelizmente, deixei aquela onda do 9,63 dela passar porque tínhamos a prioridade (de escolha da onda), mas deu tudo certo (risos) e nosso time venceu”.  

Super Girl Surf Pro é realizado desde 2007 e este ano promoveu uma competição especial por equipes e duplas, não valendo pelo WSL Qualifying Series. Além disso, não foi permitida a presença de público na praia em Oceanside, seguindo os protocolos de segurança e saúde da World Surf League para a pandemia do Covid-19. 

Fonte: WSL

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