Resumo da Live: Jadson Andre fala sobre suas conquistas

Pensando nesse período sem eventos, nós do Tudo pelo Surf, convidamos alguns surfistas para uma bate-papo. O potiguar Jadson André falou um pouco sobre sua carreira e conquistas.

Retrospectiva: 

– Santa Catarina Pro 2010: “Aquele título aconteceu muito cedo na minha carreirra foi logo no meu terceiro evento competindo na elite. Eu estava bastante confiante para aquele evento em Imbituba. Eu cheguei bem preparado e com uma ótima estrutura me ajudando: preparador físico, fisioterapeuta, fotografo e o Pinga. 

As coisas estavam dando certo fui avançando as baterias e crescendo cada vez mais dentro do evento. Quando cheguei nas oitavas já mudei meu pensamento e queria conquistar o título. Não deu outra!!”.

– Cascais Billabong Pro 2013 / 2014: “Eu costumo me dar muito bem e obter bons resultados nas etapas em Portugal. Isso tudo começou quando na minha primeira viagem pra lá quando conquistei o Mundial Jr. que era um dos meus sonhos. Em 2013 acabei vencendo o Prime de Cascais e voltei em 2014 e venci novamente foi irado”.

– Oi Hang Loose Pro Contest 2019: “A Cacimba do Padre (Noronha) é uma das melhores ondas na minha visão e é tipo de onda que eu mais gosto. Eu vou pra lá faz 19 anos surfar aquele pico e sempre sonhava em conquistar um título em Noronha.

Eu sempre viajava com o Danilo Costa que me apresentou o mundo do surf e no meu primeiro ano lá, com 11 anos de idade, assistir ele competindo me deixava com mais vontade. Aquele lugar tem uma energia incrível. Antes de 2019 eu competi duas edições e parou de ser realizado em Noronha. E quando voltou ano passado deu tudo certo do jeito que eu sonhava e conquistei o título e dediquei a todos os locais da ilha”.

Como está sendo a sua quarentena? E como está fazendo para manter os treinamentos e preparo físico? 

“Quando voltei da Austrália eu não tirei o pé dos treinos fiquei isolado numa praia chamada Tabatinga que não tinha ninguém e surfava o dia todo. Depois voltei para casa e comecei a treinar a parte física novamente e até deu um overtraining. Estou aproveitando para relaxar e me divertir um pouco com a galera fazendo live”.

Como começou sua história com o Pinga?

“O Pinga que abriu todos os caminhos pra mim. Quando eu tinha 12 anos eu assinei o contrato com uma empresa, graças a ele, que mudou fez uma mudança radical pra minha carreira como surfista. Naquela época eu não tinha ideia do valor daquele contrato, mas hoje com 30 anos eu sei o que representou.  A gente não trabalha mais juntos, mas tenho um carinho e um respeito muito grande por ele. Todo sucesso que o surf brasileiro vive  ele tem um peso muito grande nisso”. 

Você é um dos surfistas com mais tempo na elite. Muitos surfistas tem dificuldade para se manter no CT. Como foi o ano que você ficou fora da elite e quais as maiores dificuldades? 

“Ficar fora da elite é uma realidade totalmente diferente. É um outro mundo, começando pela premiação. É complicado. Participar do Circuito Mundial é muito caro. É uma despesa muito alta. E o QS tem uma premiação legal, mas muitas vezes você acaba saindo, fechando a conta com o evento no vermelho. Voltar pra elite já te traz uma segurança, te traz um conforto maior. É uma realidade totalmente diferente. 

Quase uma década entres os 32 melhores do mundo, então você tem que ter pelo menos um pouco de experiência, porque é bastante tempo. O nível de surfe hoje em dia é muito parecido, é muito alto. E é o detalhe que faz a diferença. E tem alguns detalhes que eu via que realmente eram uma besteira, mas que custavam uma bateria”. 

Você é conhecido por ser um dos surfistas mais destemidos e que se joga em condições extremas. Como começou essa paixão pelas ondas tubulares como Teahupoo e Pipeline?

“Para falar a verdade eu tenho medo sim dessas etapas, mas esse medo me mantém o alerta ligado e não passar do limite. Algumas vezes acabei exagerando e me machucando. As ondas tubulares são o estilo de onda que eu mais gosto se dependesse de mim todo o circuito mundial rolava nessas condições. 

Se o Mineiro tiver assistindo a live ele vai dar risada, mas eu pego altos tubos aqui em Ponta Negra (Rio Grande do Norte) onde eu moro. Quando era pequeno eu já pegava vários tubos e acaba indo pra Noronha direto”. 

O apelido Coconut Crazy que os brazucas colocaram em voce surgiu na etapa do Tahiti. Conta como surgiu esse apelido?

“O apelido surgiu com Stephanie Gilmore. Um dia ela me viu na água em Bali em Karemas e disse que parecia um coco e o Michael ouviu e falou: “É o Coconut”.

Quando fomos para o Tahiti ficamos lá quase um mês e pegamos altas ondas e depois ficou uns dias flats. E todos brasileiros lá numa ilha sem poder fazer nada cheio de energia começamos a pirar.  Dai o Michael disse: “O Coconut tá Crazy (risos)”. 

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