Resumo da Live: Yago Dora fala sobre sua carreira

Pensando nesse período sem eventos, nós do Tudo pelo Surf, convidamos alguns surfistas para uma bate-papo. O catarinense Yago Dora falou sobre sua carreira.

Retrospectiva 

– 2017 Maitland and Port Stephens Toyota Pro

“No final do ano de 2016 eu e meu pai fizemos um plano para focar no ano de 2017 e me classificar para o CT. E queria começar forte o ano e no primeiro evento grande do QS acabei ganhando meu primeiro QS. Esse título foi um sinal que estava tudo começando bem para uma boa temporada”. 

– Azores Airlines Pro 2017

“Depois dessa primeira vitória foi uma quebra de gelo e meu surf começou a encaixar nas competições e conquistei mais esse vitória que me deixou bem no ranking para a minha entrada no CT”.

– Hang Loose Pro Maresias 2018

“Eu gosto muito de surfar em casa como qualquer surfista brasileiro apesar de não ser na sua cidade surfar na frente dessa torcida é incrível que motiva muito. O evento de Maresias foi irado é uma onda que eu gosto muito por oferecer um surf de high performance”.

– 2019 Vans US Open

“O US Open é a maior vitória da minha carreira até o momento. Aquele evento é um dos mais prestigiados e mais importante tirando os eventos do CT. Apesar de nunca ter conseguido um bom resultado lá, sempre foi uma onda que me identifiquei e surfo bem. Ano passado deu bons ondas acabei surfando bem e conquistando esse sonhado titulo”. 

  1. Como está esse período em casa? E como está fazendo para manter os treinamentos e preparo físico? 

“Um pouco entediante essa vida, mas é o que temos no momento. Tenho treinado bastante fora da água. Eu sou viciado em mar e como a praia aqui na frente fica praticamente deserta consigo dar umas escapadas e dar uns mergulhos para dar uma limpada na alma”.

  • Como foi essa mudança de mentalidade de Freesurfer para Competidor? 

“Eu comecei a surfar mais tarde que todos os outros surfista. Devido esse fator eu quis evoluir meu surf antes de entrar de cabeça nos eventos. Meu foco era no freesurf e fazia apenas uma competição ou outra. 

No ano de 2015 já corri alguns eventos, mas comecei mesmo competir em 2016 quando foi meu primeiro ano no QS. Dai em 2017 foi o ano que planejei e consegui minha classificação para a elite”. 

  • Como você começou no mundo do surf?

“Eu comecei através do meu pai Leandro Dora que era surfista profissional e sempre era cercado por surfistas desde pequeno. Quando era menor gostava mais de jogar bola na areia e não tinha vontade de surfar, mas ele nunca me pressionava. 

Dai eu comecei a gostar quando conheci o Lucas Silveira que tem a mesma idade e começou a trabalhar com meu pai de treinador. Eu observava ele com patrocínio e viajando para competir pelo mundo todo e comecei a surfar junto e evoluir”. 

  • Como você avalia suas duas primeiras temporadas no Tour? 

“Eu acho que não encaixei tudo o que posso mostrar na elite e tenho muito a evoluir. O que pegou mais nessas primeiras temporadas foi mais a experiência. Estou treinando muito inclusive meu backside para conseguir bons resultados.

Meu surf se construiu muito de front e no começo da carreira não me dedicava em treinas em picos para a direita. E como a maioria do circuito são ondas assim faltava mais treinos nesses tipos de condições. Claro que tenho nível pra ir muito mais longe, mas falta implantar esse meu surf de back nos eventos”.

  • Como foi competir aquela etapa do Brasil do CT antes de entrar na elite?

“Foi animal. Eu ia passando bateria por bateria e não acreditava. Ganhei do John John, Mick Fanning e do Medina na sequência. Eu não tinha nada a perder e sem pressão acabei conseguindo uma semifinal”. 

  • O que achou do seu ano de 2019?  

“Eu acho que 2019 foi um ano bom. Não foi o que tinha planejado no começo do ano, mas a vitória do US Open foi a maior da minha carreira. Eu fiz também um terceiro num evento Prime em Ericeira (Portugal surfando de backside que provou que consigo ir bem nessas condições. Apesar de ficar bem próximo minha colocação final no ranking do CT do meu ano de estreia acredito que eu surfei melhor e me senti mais confortável”. 

  • Como você vê essas novas empresas fora do mundo do surf patrocinando os atletas?

“Eu acho legal o nível que o surf está chegando. A gente vê umas empresas fora do segmento entrando e apoiando os surfistas apesar de ser um esporte ‘pequeno’ comparado ao futebol, mas que vem crescendo e cada vez conseguindo mais espaço. Tem cada vez mais cada boa vindo no surf”. 

  • Como você vê a questão do julgamento no Tour e no QS? 

“O julgamento é muito subjetivo. No ano de 2019 teve umas situações meio estranhas na minha opinião em algumas baterias minhas, mas não podemos culpar os juízes cada um tem sua visão e sua opinião. A gente tem que ver o que aconteceu e ir melhor para não deixar dúvidas”.

  • O que acha das pranchas assimétricas?

“Eu acho muito interessante. Numa trip pra Mentawai eu conheci o Ryan Burch e surfei com uma prancha dele e achei alucinante. Demorei pra conseguir a minha e fiquei pedindo vários anos pra ele e finalmente consegui a minha. Esse ano ele me deu mais uma desta vez uma triquilha a outra é biquilha. 

Muito doido porque você acha que vai pegar a prancha e fazer um surf estilo clássico, mas ele é muito surf progressivo dá pra você manobrar normal”.

  1. Como é a convivência na casa da Volcom? E com as lendas locais? 

“É muito bom estar naquela casa cara a cara com a onda de Pipeline. Tem a vantagem também de poder conviver a rotina da galera local mesmo quem não faz parte do time está todo dia ali na praia e você consegue pegar muita informação e experiência com essas lendas”. 

Por João Otávio Vieira

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