Camila Cássia quer vitória “em casa” no Circuito Brasileiro de Surf Feminino em Ubatuba

Nas últimas duas edições, ela chegou à final da categoria principal e ficou em segundo lugar, mas no ano passado saiu do mar carregada e comemorando o título de campeã brasileira de surf profissional, colocando o evento como um dos mais importantes e memoráveis em sua carreira como atleta. Em 2019, novamente Camila Cássia aparece como um dos grandes nomes no Circuito Brasileiro de Surf Feminino e compete “em casa” nos próximos dias 17 a 19, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba.

“Ser campeã brasileira era um grande objetivo que eu tinha e, por muitas vezes, bati na trave. Graças a Deus, ano passado foi diferente e depois de bastante trabalho eu pude alcançar esse objetivo. É muito bom começar o ranking por Itamambuca, minha praia favorita para surfar. Apesar de não morar lá, vou todos os dias para treinar. Estou focada e treinando bastante. Tem muito o que acontecer ainda esse ano e quero dar um passo de cada vez”, diz Camila.

Com a missão de defender o título nacional, Camila destaca a importância de competir na praia onde treina diariamente e revela o desejo de garantir a primeira vitória depois de dois segundos lugares seguidos.

“A expectativa é surfar bem e fazer boas baterias, como nos dois últimos anos. É claro que a vitória em casa é muito almejada por mim e eu estou trabalhando bastante para que isso aconteça. O foco é sempre vencer”, afirma.

A surfista enaltece a iniciativa de Wiggolly Dantas, também conhecido como Guigui, em criar e manter o evento pelo quinto ano seguido, como forma fortalecer a categoria feminina.

“É ótimo ter um campeonato só para as meninas, era o que estava faltando. Por muitos anos, vimos o surf feminino ficar de lado e só acontecer campeonatos masculinos, então esse campeonato que o Guigui promove, incentiva muito as meninas. É bom ver que tem gente que se importa e está disposto a ajudar a categoria”, comenta.

Apesar de ser a atual campeã brasileira, Camila sofre com um problema muito comum a várias atletas, a falta de patrocínio, ainda mais quando se fala em disputas profissionais e um calendário internacional.

“É difícil ter um plano para o futuro sem patrocínio, pois os custos são altos. Mas a ideia é correr todas as etapas do Brasileiro esse ano e alguns QS que vão rolar aqui”, revela a surfista de 28 anos.

Atualmente ela divide o seu dia entre o trabalho como instrutora de surf e os treinos, com o amigo Maicol Santos. Fora do mar, ainda conta com uma equipe multidisciplinar que a apoia para seguir na luta.

“Como trabalho com surf, isso facilita um pouco, porque na praia onde eu for dar aula, eu treino. Trabalho com uma equipe chamada TeamMaicol. Fazemos um trabalho diferenciado como coach, com pessoas que querem evoluir ou até mesmo aprender a surfar”, finalizou.

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