Como funciona o Circuito Mundial de Surf da WSL

O Circuito Mundial de Surf (WCT) realizado pela WSL funciona como um campeonato de pontos corridos assim como acontece no Brasileirão de futebol.  Os onze eventos acontecem de março a dezembro. As três primeiras etapas acontecem na Austrália e depois passa por oito locais diferentes: Brasil, Fiji, África do Sul, Taiti, EUA, França, Portugal e Havaí. Ao fim da temporada, os dois piores resultados são descartados e o líder do ranking se consagra campeão mundial.

Confiram as etapas e datas da janela dos eventos: 

Masculino
1) Gold Coast (AUS) – 14 a 25 de março
2) Margaret River (AUS) – 29 de março a 9 de abril
3) Bells Beach (AUS) – 12 a 24 de abril
4) Rio Pro (BRA) – 9 a 20 de maio
5) Fiji – 4 a 16 de junho
6) J-Bay (AFS) – 12 a 23 de julho
7) Teahupo’o (TAI) – 11 a 22 de agosto
8) Trestles (EUA) – 6 a 17 de setembro
9) France Pro (FRA) – 3 a 14 de outubro
10) Portugal Pro (POR) – 17 a 28 de outubro
11) Pipeline (HAV) – 8 a 20 de dezembro

Feminino
1) Gold Coast (AUS) – 14 a 25 de março
2) Margaret River (AUS) – 29 de março a 9 de abril
3) Bells Beach (AUS) – 12 a 24 de abril
4) Rio Pro (BRA) – 9 a 20 de maio
5) Fiji – 28 de maio a 2 de junho
6) US Open (EUA) – 31 de julho a 6 de agosto
6) Trestles (EUA) – 6 a 17 de setembro
7) Cascais (POR) – 21 de setembro a 1º de outubro
8) France Pro (FRA) – 3 a 14 de outubro
9) Maui Pro (HAV) – 25 de novembro a 6 de dezembro

 

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Formato de cada etapa

As etapas são disputadas em formato eliminatório. No masculino, são 34 membros na elite. A cada etapa eles ganham a companhia de outros dois surfistas, oriundos de convite e, em algumas vezes, de uma triagem (torneio qualificatório), totalizando 36 competidores. A etapa é dividida em oito fases.

1ª FASE: os 36 surfistas que participam de cada etapa são distribuídos em 12 baterias, com três atletas. Esta disputa não é eliminatória e quem vencer avança direto para a terceira fase. Os perdedores disputam a segunda fase (repescagem).

2ª FASE (REPESCAGEM): os 24 competidores derrotados na 1ª fase são divididos em 12 baterias de dois atletas em cada. Os vencedores se juntam aos classificados na 3ª fase, enquanto os perdedores são eliminados, terminando a disputa na 25ª colocação.

3ª FASE: os 12 surfistas vencedores da repescagem se juntam aos 12 vencedores da 1ª fase. Eles são divididos em 12 baterias de dois competidores. Quem vencer, avança para a fase seguinte, enquanto os perdedores se contentam com a 13ª colocação.

4ª FASE: os 12 surfistas são divididos em quatro baterias com três atletas. Assim como o Round 1, esta fase não é eliminatória. Quem perder ainda tem uma chance de sobreviver na disputa na 5ª fase (repescagem). Já o vencedor avança direto para as quartas de final.

5ª FASE (REPESCAGEM): os oito surfistas que perderam na 4ª fase se dividem em quatro baterias de dois competidores. Os vencedores se classificam para as quartas de final e os perdedores se despedem da competição na 9ª colocação.

QUARTAS DE FINAL, SEMIFINAIS E FINAL: Em seguida, das quartas até a grande decisão, funciona o sistema de mata-mata, com baterias homem a homem. Quem perder, está fora. Quem vencer, segue na briga até um se sagrar o grande campeão do evento.

PONTUAÇÃO

1º lugar – 10.000 pontos
2º lugar – 8.000 pontos
3º lugar –  6.500 pontos
5º lugar – 5.200 pontos
9º lugar – 4.000 pontos
13º lugar – 1.750 pontos
25º lugar – 500 pontos
Lesionado – 500 pontos

FORMATO DAS BATERIAS

Os eventos possuem janelas de 11 dias sendo necessários 4 dias completos para o término da etapa. A disputa das baterias dependem de boas condições de ondas. Diariamente a organização faz uma chamada pela manhã. Caso ela entenda que não haja condições de realização das disputas é decreto “lay day” (dia sem competição) e uma nova chamada é realizada no dia seguinte.

Cada bateria dura, normalmente, 30 minutos. Caso a organização julgue necessário, pode aumentar esse tempo para 35 ou 40 minutos. Em situações ocasionais, para agilizar a realização do evento, é feito o sistema “dual heat”, onde duas baterias são disputadas simultaneamente.

Cada atleta pode pegar um número ilimitado de ondas e o somatório das duas melhores forma a nota final. A avaliação será feita por cinco juízes, que dão notas de 0 a 10. A maior e a menor são descartadas. A média, calculada pelas três restantes, será a pontuação atribuída a cada onda. Os juízes se baseiam em uma série de critérios, e levam em consideração também a condição do mar no momento da bateria e comparações entre ondas para chegar à nota final.

Critérios avaliados:
– Empenho e grau de dificuldade
– Manobras inovadoras e progressivas
– Combinação de grandes manobras
– Variedade de manobras
– Velocidade, potência e fluidez

Escala de notas:
-0 a 1.9:  Fraca
-2.0 a 3.9:  Baixa
-4.0 a 5.9: Média
-6.0 a 7.9:  Boa
-8.0 a 10.0: Excelente

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Acesso e Classificação para o CT

No fim do ano, os surfistas que terminarem nas 22 primeiras posições do ranking mundial se mantêm na elite para a temporada seguinte. Eles ganham a companhia dos dez melhores colocados da Divisão de Acesso (QS). Caso surfistas já classificados pelo CT estejam entre os dez do QS, serão chamados o 11º, o 12º e assim por diante. Para fechar os 34 membros da elite, dois atletas, que sofreram lesão durante o ano, ganham convite da WSL.

Por João Otávio Vieira

 

 

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